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Escrito por Alberto Baccarim Junior
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Qua, 22 de Julho de 2009 20:37 |
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1. INTRODUÇÃO
O objetivo deste é instruir os funcionários do Posto de Combustível mencionado a agirem organizadas e eficazmente no controle a situações de emergência que possam afetar a segurança e a saúde dos funcionários e da comunidade, a integridade do patrimônio, bem como impactos ao meio ambiente. Porém o mesmo deve garantir que o estabelecimento opere de maneira adequada em relação à prevenção de acidentes. Devem ser feitos algumas separações de funções bem como as suas funções para diferentes tipos de situações ou emergências que possam acontecer. Em seguida daremos um exemplo de PGR (Plano de Gerenciamento de Risco), feitos de acordo com o solicitado pelo Instituto Ambiental do Paraná.
2. PGR – POSTO DE COMBUSTÍVEL 2.1. Distribuição de Responsabilidades
Coordenador do plano de controle de emergências Encargos: comunicar a ocorrência à Central de Emergência; decidir pelo acionamento do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Órgão Ambiental e Policia Militar; decidir pela evacuação da empresa; prestar informações às autoridades; autorizar o fim do atendimento a emergência; reiniciar os trabalhos normais, após certificar-se de que a emergência foi superada,
Movimentação - Funcionários Administrativos Encargos: providenciar a retirada de visitantes do escritório, se necessário; proibir a entrada de pessoas não autorizadas nas áreas afetadas; controlar uma possível evacuação do posto; sinalizar área de tarefa
Brigadistas – Pertencentes ao quadro da Usina Alto Alegre.
2.2. Designar as situações que serão tratadas como emergência
Exemplos: Incêndio na área interna do local de abastecimento; incêndio na vizinhança do local de abastecimento; explosão na área interna do local de abastecimento; explosão na vizinhança do local de abastecimento; colisão de veículos contra equipamentos (bomba de abastecimento, filtro de óleo diesel, centrifuga, tanque aéreo); derramamento ou transbordamento de produto durante a descarga do caminhão tanque; transbordamento do tanque do veiculo durante o abastecimento. Demais possíveis acidentes que ocorram no posto devem ser estudados e incluídas neste plano em futuras revisões.
2.3 Definir as diretrizes básicas
• Durante o expediente Qualquer funcionário que identifique uma das situações de emergência citadas deve informar imediatamente ao Coordenador do Programa de Controle de Emergências. O Coordenador do PCE poderá em alguns casos solicitar a evacuação do local de abastecimento, inclusive aos funcionários.
• Fora do expediente Ao identificar uma emergência, o vigilante deve ligar imediatamente para o Coordenador do PCE para comunicá-lo sobre a ocorrência. Caso não consiga encontrar o coordenador, ou funcionário pôr ele designado, o vigilante devera ligar para o Corpo de Bombeiros. Os vigilantes devem tomar as ações iniciais requeridas pela emergência. Os vigilantes devem evitar comunicação externa ou emanar comentários que possam causar pânicos. O Coordenador do PCE se encarregará de prestar os esclarecimentos aos órgãos competentes.
2.4 Estipulando plano de ações
• Incêndios
Considere que os momentos mais importantes na ação contra fogo são os primeiros após o seu inicio. Não hesite em chamar o Corpo de Bombeiros caso o incêndio ocorrido não seja de pequenas proporções e fácil controle com material disponível.
Regras básicas: caso não seja possível debelar o fogo imediatamente após o seu inicio, chame o corpo de bombeiros; desligue toda a rede elétrica do posto de serviço; garanta a pronta e rápida evacuação dos veículos; faça a o possível para evitar que o fogo se propague; nunca utilizar água para apagar fogo na pista de abastecimento.
Incêndio na loja ou escritório do posto de serviço: desligar a chave geral no painel eletrônico; identificar a origem do fogo. Utilizar extintor de pó químico seco, caso a origem do fogo seja em lubrificantes armazenados. Caso o fogo venha de instalações elétricas, usar extintor de CO2. Permanecer sempre a favor do vento; se o incêndio não envolver eletricidade ou lubrificantes utilizar o extintor de água e se, após apagar as chamas, verificar a existência de brasas, faça o rescaldo; se o fogo não puder ser debelado em seu inicio, acione o Corpo de Bombeiros; comunique a Central de Emergências.
Incêndio ou explosão em áreas com inflamáveis: desligar a chave do painel elétrico; combater o fogo em seu inicio, utilizando extintores de pó químico seco. Durante o combate a incêndio, mantenha-se sempre a favor do vento; se não for possível debelar o fogo, chame o corpo de bombeiros; comunique a central de emergências; faça o possível para evitar que o fogo se propague, principalmente através das canaletas de drenagem; se possível, feche todas as válvulas que possam alimentar o fogo com inflamáveis; isolar a área para evitar o acesso de pessoas desautorizadas no local acidentado; não reinicie as operações do posto ate que se tenha certeza da eliminação do risco.
• Grandes derrames de produto: paralise imediatamente todas as atividades do posto de serviço; desligue a chave geral do posto de serviço; acione o órgão ambiental e o corpo de bombeiros; comunique a central de emergência; atente para a possível presença de fontes de ignição na proximidade; não permita que sejam ligados os motores dos veículos. Caso haja a necessidade de remoção, os mesmos deverão ser empurrados; isole a área afetada pelo produto, alertando para o risco de incêndio; posicione todos os extintores em locais estratégicos; contenha qualquer tendência do produto escoar para outros locais. Tente evitar que o produto escoe para as galerias de águas pluviais. Faça barreiras com areia ou terra seca. Caso o produto atinja as vias de circulação, oriente a policia para desviar ou interromper o transito; caso o produto atinja as vizinhanças, alertar a comunidade em relação ao risco de incêndio. Onde há maior possibilidade de concentração de vapores, peça auxilio ao corpo de bombeiros e a policia.
• Derrames ou vazamentos que atingiram corpos d' água superficiais: acione imediatamente o órgão ambiental; comunique a central de emergência; elimine a fonte do vazamento ou derrame; tente conter o produto com material absorvente ate que as autoridades competentes cheguem ao local.
• Derrame na descarga do caminhão tanque: o motorista do tanque deverá fechar imediatamente a válvula de saída e isolar a área; retirar o manieto da boca do tanque e fechá-lo em seguida; colocar areia ou terra seca utilizando uma pá de plástico ou de alumínio. Acondicione os resíduos em baldes ou tambores com tampa, estocados em local seguro e arejado, para posterior remoção do posto de acordo com a legislação local; recomeçar a descarga somente quando estiver solucionada a causa do derrame;
NOTA: evite que o produto derramado alcance às galerias subterrâneas (esgotos e águas pluviais) existentes nas proximidades. Não use água para limpar o combustível do chão, pois a mesma só espalha o produto, tenha os extintores à mão para o caso de principio de incêndio.
• INDÍCIOS DE VAPOR DE COMBUSTÍVEIS NA VIZINHANÇA: caso seja identificado algum indicio de vapor de combustível fora dos limites do local de abastecimento, por exemplo, em bueiros, em poços artesianos, etc., comunique imediatamente a central de emergência; comunique a Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e o órgão ambiental para que sejam afastados os riscos a comunidade; instrua os envolvidos sobre os riscos envolvidos, solicitando-os que afastem qualquer fonte de ignição ate que cheguem os órgãos especializados.
2.5. DEFINIR PLACAS A SEREM FIXADAS
Deverão ser fixadas em locais visíveis a todos os funcionários, uma placa ou cartaz contendo os números de telefones a serem acionados.
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Escrito por Alberto Baccarim Junior
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Qua, 22 de Julho de 2009 20:50 |
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1 – Introdução A água pode ser aproveitada para diversas finalidades, como: abastecimento humano, dessedentação animal, irrigação, indústria, geração de energia elétrica, preservação ambiental, paisagismo, lazer, navegação etc. Porém, muitas vezes, esses usos podem ser concorrentes, gerando conflitos entre setores usuários, ou mesmo impactos ambientais. Nesse sentido, gerir recursos hídricos é uma necessidade premente com o objetivo de buscar acomodar as demandas econômicas, sociais e ambientais por água em níveis sustentáveis, de modo que permita a convivência dos usos atuais e futuros da água sem conflitos. É nesse instante que o instrumento da outorga mostra-se necessário, pois é possível, com ele, assegurar ao usuário o efetivo exercício do direito de acesso à água, bem como realizar os controles quantitativo e qualitativo dos recursos hídricos. Abaixo vemos a tabela que revela o crescimento pela demanda de água, devido ao êxodo rural e à falta de planejamento devido aos interesses pela mão-de-obra para a indústria automobilista nos anos 70. 2 – Introdução Sobre Outorga O que é uma outorga? É o ato administrativo mediante o qual o Poder Público outorgante faculta ao outorgado o uso de recurso hídrico, por prazo determinado, nos termos e nas condições expressas no respectivo ato. O referido ato é publicado no Diário Oficial da União (como no caso da ANA), ou nos Diários Oficiais dos Estados e Distrito Federal, onde o outorgado é identificado e onde estão estabelecidas as características técnicas e as condicionantes legais do uso das águas que ele está autorizado a fazer. | Ano | População Urbana | População Rural | População Total | | | Habitantes | % | Habitantes | % | | | 1940 | 12.280.182 | 31.2 | 28.356.133 | 68.8 | 41.236.315 | | 1950 | 18.172.891 | 36.2 | 33.161.506 | 63.8 | 51.944.397 | | 1960 | 31.303.043 | 44.7 | 38.767.423 | 55.3 | 70.070.457 | | 1970 | 52.084.984 | 55.9 | 41.054.053 | 44.1 | 93.139.037 | | 1980 | 80.936.409 | 67.7 | 38.566.297 | 32.3 | 119.502.706 | | 1991 | 110.875.826 | 75.5 | 36.041.633 | 24.5 | 146.917.459 | | 1996 | 123.082.176 | 78.4 | 33.997.406 | 21.6 | 157.079.573 | | 2000 | 137.953.959 | 81.2 | 31.845.211 | 18.8 | 169.799.170 | Em que consiste? Qualquer interferência que se pretenda realizar na quantidade ou na qualidade das águas de um manancial necessita de uma autorização do Poder Público. A Outorga é o ato administrativo mediante o qual o Poder Público outorgante faculta ao outorgado o uso de recurso hídrico, por prazo determinado, nos termos e nas condições expressas no respectivo ato. A quem se destina? A todos pretendam utilizar, para as mais diversas finalidades, as águas de um rio, lago ou mesmo de águas subterrâneas, devem solicitar uma Outorga ao Poder Público. Os usos mencionados referem-se à captação de água para o abastecimento doméstico, para fins industriais ou para irrigação; ao lançamento de efluentes industriais ou urbanos, à construção de obras hidráulicas como barragens e canalizações de rio, ou, ainda, a serviços de desassoreamento e de limpeza de margens. A quem deve ser solicitada a outorga? A ANA é a responsável pela análise dos pleitos e emissão de outorgas de direito de uso de recursos hídricos em corpos hídricos de domínio da União. Em corpos hídricos de domínio dos Estados e Distrito Federal, a solicitação de outorga deve ser feita às autoridades outorgantes estaduais, no Paraná a SUDERHSA. [Leia mais ...] |
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Escrito por Lucilda Karg Oliczesk e outros
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Qua, 22 de Julho de 2009 20:32 |
RESUMO
Este trabalho tem como objetivo o estudo da utilização da estatística na gestão das empresas. Chamamos de estatística o conjunto de processos, métodos e técnicas utilizados para descrever uma determinada situação, representada por uma coleção de dados numéricos cuja organização permite um melhor conhecimento de seu significado e do fenômeno mostrado. Nos últimos anos a competição entre as empresas se tornou muito acirrada, houve uma significativa abertura da economia e é neste contexto que a estatística empresarial ganha fundamental importância. As empresas precisam manter-se competitivas, é necessário tomar decisões acertadas, com o menor risco possível, e com maior rentabilidade. A estatística pode contribuir de forma impar nesse processo de decisão.
Palavras-chave: Estatística; Estatística Descritiva; Empresas.
1 INTRODUÇÃO Os números-índices são medidas estatísticas frequentemente usadas por administradores, para comparar grupos de variáveis relacionadas entre si e obter um quadro simples e resumido das mudanças significativas em áreas relacionadas como preços de matérias primas, preços de produtos acabados, volume físico de produto, etc. Mediante o emprego de números-índices é possível estabelecer comparações entre variações ocorridas ao longo do tempo, diferenças entre lugares, diferenças entre categorias semelhantes, tais como produtos, pessoas, organizações, etc. É grande a importância dos números-índices para o administrador, especialmente quando a moeda sofre uma desvalorização constante e quando o processo de desenvolvimento econômico acarreta mudanças contínuas nos hábitos dos consumidores, provocando com isso modificações qualitativas e quantitativas na composição da produção nacional e de cada empresa individualmente. Assim,em qualquer análise, quer no âmbito interno de uma empresa, ou mesmo fora dela, na qual o fator monetário se encontra presente, a utilização de números-índices torna-se indispensável, sob pena de o analista ser conduzido a conclusões totalmente falsas e prejudiciais a empresa. Por exemplo, se uma empresa aumenta seu faturamento de um período a outro, isso não quer dizer necessariamente que suas vendas melhoraram em termos de unidades vendidas. Pode ter ocorrido que uma forte tendência inflacionária tenha obrigado a empresa a aumentar acentuadamente. Os preços de seus produtos, fazendo gerar um acréscimo no faturamento (em termos nominais), o qual, na realidade, não corresponde a uma melhora de situação. Fora dos problemas gerados por alterações nos preços dos produtos, os números-índices são úteis também em outras áreas de atuação da empresa como, por exemplo, no campo da pesquisa de mercado. Neste caso, podem ser utilizadas nas mensurações do potencial de mercado, na análise da lucratividade por produto, por canais de distribuição, etc. Em suma, os números índices são sempre úteis quando nos defrontamos com análises comparativas.
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Escrito por Werno Herckert
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Sáb, 05 de Setembro de 2009 00:53 |
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INTRODUÇÃO Com a economia globalizada a empresa é forçada aprimorar continuamente o nível de qualidade de seus meios patrimoniais (capital) e ter cuidado com o meio ambiente natural, satisfazendo o consumidor cada vez mais exigente e consciente. O cliente moderno observa e prefere a célula social que adota cuidado com o entorno ecológico e social e adquire os produtos dessa organização. Ele prefere a empresa que respeita o meio ambiente e contribui para a qualidade de vida da comunidade. O aspecto ambiental natural é uma variável a ser considerada no planejamento estratégico competitivo. Segundo Rebollo (2001), atenção e cuidados para os recursos disponíveis na natureza ou a produção de produtos e resíduos que eventualmente venha a afetar o meio ambiente são variáveis que crescem de importância no planejamento estratégico das empresas. Ainda diz: ¨Há um crescente movimento de conscientização, inclusive nas empresas, visando a um desenvolvimento econômico sustentável¨. Desenvolvimento sustentável é a prosperidade patrimonial da célula social sem agressão ao meio ambiente natural. A sustentabilidade tornou-se uma preocupação não só dos estudiosos como também dos empresários a nível mundial. O grande desafio é compatibilizar o crescimento econômico com a preservação da natureza. O Neopatrimonialismo contábil pode dar grande contribuição à célula social e à comunidade criando modelos contábeis competentes para que o empresário venha a tomar decisões eficazes em sua gestão patrimonial e ambiental. Segundo Lopes de Sá (1999), conciliar a eficácia empresarial com aquela ambiental, passa a ser um desafio que só a ciência pode resolver, mas, necessário para que a utilidade do conhecimento cumpra a sua meta. Faz-se necessário, portanto, na elaboração de modelos de eficácia empresarial, no caso em tela, a adaptação de tal fenômeno particular da célula social com aquele de uma eficácia ambiental, este tomado como parâmetro. Tais interesses de eficácias, interativos, representam uma nova ótica que a doutrina contábil não havia antes considerado, mas, imprescindível como fundamento no desenvolvimento de uma Contabilidade aplicada ao Meio Ambiente. E ainda, a ação do capital não pode chegar a ponto de prejudicar a vida dos seres, quer no presente, quer no futuro, embora, isto, não seja seguido por alguns especuladores financeiros, parece ser, todavia, uma determinante para o futuro, como cobrança das sociedades humanas. Como bem lembra Attuy apud Wernke (1999), o verdadeiro ¨desenvolvimento sustentável pressupõe aumento da renda nacional em longo prazo, sem prejuízo do progresso e sem ferir a ecologia¨. A sustentabilidade referida gera, pois, concomitantemente, fenômeno patrimonial e do meio ambiente natural. Logo, sempre que houver fenômeno patrimonial haverá mutação patrimonial e sempre que houver fenômeno ambiental natural haverá mutação da natureza. PALAVRAS CHAVES: Patrimônio, Ambiental, Mutação, Desenvolvimento Sustentável, Educação.
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Escrito por Gênio
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Dom, 05 de Julho de 2009 11:28 |
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A bagaceira, publicada em 1928, é a obra introdutora do romance regionalista no país. A colisão dos meios pronunciava-se no contato das migrações periódicas. Os sertanejos eram mal-vistos nos brejos. E o nome de brejeiro cruelmente pejorativo.
O enredo do romance trata das questões do êxodo, os horrores gerados pela seca, além da visão brutal e autoritária do senhor de engenho, representando a velha oligarquia. A Bagaceira tem intenção crítica social, descambando, às vezes, para o panfletário, para o enfático e demagógico. Para o autor, o romance procura confrontar, em termos de relações humanas e de contrastes sociais, o homem do sertão e o homem do brejo (dos engenhos). Aproximando o sertanejo do brejeiro, na paisagem nordestina, José Américo de Almeida condiciona os elementos dramáticos aos ciclos periódicos da seca, os quais delimitam a própria existência do sertanejo. Sob iluminação diferente, são postos em confronto, em A Bagaceira, os nordestinos do brejo e os do sertão. Brejeiros e sertanejos, submissão e liberdade, eram examinados com uma visão realista, se bem que, no registro das virtudes sertanejas possa notar-se, vez por outra, certo favorecimento (não intencional).
O título desse romance denomina o local em que se juntam, no engenho, os bagaços da cana. Figuradamente, pode indicar um objeto sem importância, ou ainda, "gente miserável". Todos esses significados se podem mobilizar no entendimento de A Bagaceira, romance de ardor e violência, desavenças familiares, flagelações da seca.
O autor que, antes, estreara vitoriosamente no ensaio, deixa transparecer aprofundado conhecimento do ambiente e do homem paraibano, anotando pormenores, acentuando os traços mais definidores, integrado na paisagem e na estrutura social cheia de injustiças. O tempo é entre 1898 e 1915, os dois períodos de seca. Tangidos pelo sol implacável, Valentim Pereira, sua filha Soledade e o afilhado Pirunga abandonam a fazenda do Bondó, na zona do sertão. Vão para as regiões dos engenhos, no rejo, onde encontram acolhida no engenho Marzagão, de propriedade de Dagoberto Marçau, cuja mulher falecera por ocasião do nascimento do único filho, Lúcio. Passando as férias no engenho, Lúcio conhece Soledade por quem se apaixona. Lúcio retorna à academia e quando retorna em férias para a companhia do pai, toma conhecimento de que Valentim Pereira se encontra preso por ter assassinado o feitor Manuel Broca, suposto sedutor e amante de Soledade. Lúcio, já advogado, resolve defender Valentim e informa o pai de sua intenção de casar-se com Soledade. Dagoberto não aceita a decisão do filho. E então tudo é esclarecido: Soledade é prima de Lúcio, e Dagoberto foi quem realmente a seduziu. Pirunga, tomando conhecimento dos fatos, comunica ao padrinho (Valentim) e este lhe pede, sob juramento, velar pelo senhor do engenho (Dagoberto), até que ele possa executar o seu "dever": matar o verdadeiro sedutor de sua filha. Em seguida, Soledade e Dagoberto, acompanhados por Pirunga, deixam o engenho e se dirigem para a fazenda do Bondó. Cavalgando pelos tabuleiros da fazenda, Pirunga provoca a morte do senhor do engenho Marzagão, herdado por Lúcio, com a morte do pai. Em 1915, por outro período de seca, Soledade, já com a beleza destruída pelo tempo, vai ao encontro de Lúcio, para lhe entregar o filho, fruto do seu amor com Dagoberto. O relato abre o ciclo do romance de 1930, entre outras razões por sua força de denúncia dos horrores gerados pela seca.
É digno de nota o prefácio que vale tanto ou mais do que próprio texto narrativo. Destaque para o espanto do escritor face às mazelas: "Há uma miséria maior do que morrer de fome no deserto: é não ter o que comer na terra de Canaã."
Na narrativa há um choque de três visões que correspondem a três processos sócio-culturais distintos:
1) Visão rústica dos sertanejos, com seu sentido ético arcaico. 2) Visão brutal e autoritária do senhor de engenho, representando a velha oligarquia. 3) Visão civilizada (moderna, urbana) de Lúcio, traduzindo um novo comportamento de fundo burguês e que logo seria autorizado pela Revolução de 30.
É digno de nota o projeto modernizador do personagem Lúcio ao assumir o comando do engenho: alfabetização dos filhos dos trabalhadores, melhores condições de habitação, etc. Ou seja, aquilo que Getúlio Vargas proporia nos anos seguintes como alternativa para o país.
O livro apresenta uma mistura de linguagem tradicional - dominada por um tom desagradavelmente sentencioso - com um gosto modernista por elipses e imagens soltas, e ainda pelo uso de algumas expressões coloquiais ou regionais. Na obra a linguagem do narrador faz esforço para não se afastar em demasia da dos personagens, dialetal, folclórica.
Fora sua notável importância histórica, A bagaceira é um romance frustrado por causa do excesso de análise sociológica. É como se a ânsia do autor em tudo explicar, destruísse todo e qualquer efeito sugestivo da narrativa.
Personagens centrais
Dagoberto Marçau - Proprietário do engenho Marzagão, simboliza a prepotência, contrapondo-se à fraqueza dos trabalhadores da bagaceira. Considera-se "dono " da justiça e seu código é simples: "O que está na terra é da terra". Se ele é o senhor da terra, tudo que nela dá é da terra (ou seja, dele próprio). "Se ele é o senhor da terra, tudo que nela se encontra lhe pertence, até os próprios homens que trabalham no engenho. Assim pensa e assim age. Seduz Soledade, vendo na sertaneja semelhança com sua ex-mulher. Lúcio - Humano, idealista, sonhador, apaixona-se por Soledade, com quem mantém um romance puro. Não compartilha as idéias de seu pai, Dagoberto Marçau, para quem "hoje em dia não se guarda mais na cabeça: só se deve guardar nas algibeiras. "Acreditava que se podia desmontar a estrutura anacrônica do engenho: "Quanta energia mal empregada na desorientação dos processos agrícolas!
A falta de método acarretava uma precariedade responsável pelos apertos da população misérrima. A gleba inesgotável era aviltada por essa prostração econômica. A mediania do senhor rural e a ralé faminta".
Soledade - Filha de Valentim Pereira, representa a beleza agreste do sertão. Aos olhos de Lúcio, a sertaneja. "não correspondia pela harmonia dos caracteres às exigências do seu sentimento do tipo humano. Mas, não sabia por que, achava-lhe um sainete novo na feminilidade indefinível. As linhas físicas não seriam tão puras. Mas o todo picante tinha o sabor esquisito que se requintava em certa desproporção dos contornos e, notadamente, no centro petulante dos olhos originais."... "Era o tipo modelar de uma raça selecionada , sem mescla, na mais sadia consangüinidade."
A presença da sertaneja no engenho colocará uma barreira ainda maior entre Dagoberto e Lúcio. Por Soledade Valentim se torna assassino e Pirunga causa a morte do senhor de engenho.
Valentim Pereira - Representa o sertão: destemido, arrojado e altivo. Como bom sertanejo pune pela honra de uma mulher, mata o feitor Manuel Broca, apontado como sedutor de sua filha. Mas a "idéia fixa da honra sertaneja" vai além: a cicatriz que lhe marcava o rosto era resultado de uma briga mortal com um amigo, que desonrara uma moça, neta de um "velhinho", de quem o tempo quebrara as forças. O diálogo entre Valentim e Brandão de Batalaia (assim se chamava o "velhinho") é bem ilustrativo: "Que é que vossamecê manda? Ele respondeu que só queria era morrer. Eu ajuntei: E por que não quer matar?..."
Pirunga - Filho de criação de Valentim Pereira, a quem tributa lealdade. Ama Soledade, mas seu amor não encontra receptividade. Assim como Valentim, simboliza o sertão: valente, intrépido, altivo... Por ocasião da festa no rancho, vai em defesa de Latomia: enfrentando a polícia. |
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